segunda-feira, 27 de julho de 2009

Bendita segunda-feira!

E como esse boteco aqui não tem a menor intenção de ser “jornalístico” ou coisa que o valha, não vou me preocupar com introdução, ou algo que faça isso aqui ter algum sentido.


Tou ouvindo Octahedron, o novo do Mars Volta com um sorriso na cara. Sempre achei a banda muito bacana, mas as músicas me exigiam uma audição mais atenciosa. Assim como Atom Heart Mother, do Floyd, precisava de tempo e calma, coisas mais que difíceis de se ter ultimamente.

E o tal disco “acústico”, ainda é aquela viagem progressiva, que passa pelo Punk, pelo Metal e pelo Hard. Só que agora as músicas não passam de 8 minutos, têm belas melodias (dá até pra cantar junto =D) e uma interpretação magistral. Do acústico como conhecemos, não tem praticamente nada.

Pra mim, que sempre me senti meio parada nos 70’s (meio?!) e sempre reclamei das bandas atuais (isso desde o declínio do “grunge”), é ótimo ouvir uma banda verdadeiramente criativa e cativante como o Mars Volta.

Espero que venham logo ao Brasil =D

Let the wheels burn
Let the wheels burn
Stack the tires to the neck
with the body inside...

E falando em falta de boas bandas nos dias de hoje, isso naturalmente não se aplica ao Metal. Ao contrário do Rock, que entrou em desgaste, o Metal tem produzido cada vez mais bandas e trabalhos interessantes. Claro que também tem umas porcarias por aí... Mas bem menos.


E pra provar que o Heavy/Metal é forte, posso afirmar que é o único gênero no ES que realmente tem de fato, algum reconhecimento fora do estado. Claro que não conto Roberto Carlos, Sérgio Sampaio e Mukeka di Rato.

Mas atualmente, as bandas de Metal capixabas tem conquistado um público cada vez maior. Os mecanismos de divulgação são os mesmos de qualquer outra banda. A questão é a qualidade do trabalho dessas bandas. E o fato delas não dependerem do governo, nem da imprensa.

Aí, vc fala: “Ah, mas isso porque é underground”. Claro! Nenhuma de nossas bandas aceitaria tocar no Faustão!


Aliás, o Andreas Kisser já tocou lá? Bom, se tocasse, não me surpreenderia mais...


Tou aqui falando esse monte de abobrinha e acabei esquecendo do assunto principal.

No post anterior, reclamei que a Gazeta não havia falado nada sobre a conquista da Silence Means Death em se apresentar no Wacken Open Air. E na sexta-feira, fico sabendo que o jornal do meio-dia, havia feito uma matéria sobre a banda. Vi ontem no site e achei bem bacana. Mas isso tem uma razão: Nick Teixeira.

Sempre achei meio estranho ver reportagens dele sobre batida de caminhão, essas coisas caóticas. Mas na hora de falar de música (mais precisamente o Rock e Metal), o cara sabe o que diz. Só me irritou a chamada “banda de rockeiros”. A banda é de HEAVY METAL, porra!! E eles não são “rockeiros”. São MÚSICOS! Essa tachação de “rockeiro”, me leva à mente uma criatura de sobretudo, All Star cano longo e uma camisa do Linkin Park, no terminal de Carapina! ME-DO.


E quanto à SMD, a esta altura, os caras já estão a caminho de Hamburgo. Em Wacken, disputarão com bandas do resto do mundo, um contrato com uma gravadora da Europa e seis meses de shows por lá. É o sonho de qualquer banda!

Sem brincadeira, o WOA é a meca de todos que amam Metal. Tem de ir pelo menos, uma vez na vida.

Dois documentários, Metal: A Headbanger’s Journey e Global Metal, de Sam Dunn, mostram bem a grandiosidade desse festival.

E pra terminar, um clipezinho da SMD, que foi trampo da facul. Tá tosco, mas é meu! (agora fui ver, só tem uma estrelinha, LOL).

Agora chega, né!


2 comentários:

Antimofo disse...

Vc tem algum desses dois documentários? Achei muito bom o trailer, deu vontade de saber mais sobre o mundo heavy

Lörran disse...

The Mars Volta é genial demais, o disco "Amputechture" nem é tão indigesto, dá pra ouvir de boa, recomendo !

e Antimofo, sobre os docs..vc os encontra fácil na net, Mr.Google pode te ajudar...=] recomendo muito também, são dois filmes fantásticos, segue abaixo uma fala do Sam que quando ouvi me arrepiei:

"Desde que tinha 12 anos, tive que defender meu amor pelo heavy metal contra quem o classificasse de forma de música 'barata'.Minha resposta agora é que se sente.Se o metal não te provoca essa envolvente sensação de poder,e não faz com que se arrepiem os cabelos da nuca,talvez, nunca o compreenda.
E sabe o que mais? Tá tudo ok.
Porque, a julgar pelos 40.000 headbangers que me rodeiam,...

estamos bastante bem sem você."
(Sam Dunn - A Headbanger's Journey)



é nois,
mrocker !